O Teaser

11 de Fevereiro, 2026

Você já se perguntou como os medicamentos que você toma são testados? São anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e mais alguns anos em ensaios clínicos com humanos. Antes disso, são décadas de pesquisa básica. Existe um tipo de célula que pode estar presente em todas essas etapas da pesquisa em tecnologias em saúde, da pesquisa básica à clínica: as células-tronco. 

E se eu te contasse que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório? As células mesenquimais do sangue menstrual são abundantes, de fácil obtenção, super resistentes e rápidas de serem cultivadas. Mas… elas quase não são utilizadas! 

Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que não menstruam, essas células são entendidas como femininas e, por isso, são descartadas como um modelo possível.  Só que, ao mesmo tempo, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos. Cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença? 

Nessa série de podcast, eu, Fernanda Mariath,  vou te levar em uma viagem pela célula! E a partir das organelas, as partes pequeninhas dentro dela, vou te contar sobre as células do sangue menstrual e trazer discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco.

Vem comigo por uma viagem pela célula?

 

Materiais Extras

Transcrição completa do episódio

Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco”

Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular

Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais

 

Expediente de produção:

Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica
Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana
Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica
Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica
Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)
Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)
Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo
Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)
Projeto relacionado: Regina
Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 
Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 
Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 
Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana
Identidade visual da série: Bianca Bursi 
Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 
Sonoplastia: Fernanda Mariath 
Montagem do teaser: Fernanda Mariath 
Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 
Divulgação: Fernanda Mariah 
Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp
Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e à minha família!

Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: podcastmundareu@gmail.com

 

Veja Também

Episódio #36: É possível fazer uma ciência feminista no século XXI?

Episódio #36: É possível fazer uma ciência feminista no século XXI?

Este episódio foi gravado no 48° encontro anual da ANPOCS, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, que aconteceu na Unicamp,  Campinas, em meados de outubro de 2024. Como parte da pesquisa do Mundaréu sobre perspectivas feministas da...

Escute o episódio 35!

Escute o episódio 35!

⁉️ Como tornar a universidade mais segura para nós mulheres? ‼️A gente conversou com as professoras Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues, da Universidade Federal de Roraima, a UFRR 🟠 Essas são fotos da gravação do Episódio #35: Trocando as engrenagens...