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Você sabe qual é o sexo das suas células? E qual é o sexo das células utilizadas na pesquisa biomédica? Será que masculino ou feminino são as únicas opções para essa resposta? Ou existem células femininas, masculinas, não-binárias, intersexo? Existem células queer? Que embaralham, disputam e desafiam o que é entendido como masculino e feminino? Nas nossas células, cabe a diversidade dos nossos corpos?
O Núcleo armazena todo o material genético da célula, é como uma central de comando. Só que as orientações para estrutura e funcionamento da célula, em vez de estarem salvas em computadores, estão armazenadas em códigos bioquímicos nas fitas e mais fitas de DNA, que se enroscam e se entrelaçam, formando cordões em formato de X, os cromossomos. Como os cromossomos sexuais, que no discurso tradicional da biologia, definem o sexo das nossas células.
Na pesquisa com as células do sangue menstrual, a antropóloga Daniela Manica mostrou que o fato dessas células serem entendidas como “femininas” representa uma barreira para seu uso em pesquisas com células-tronco. Elas são explicitamente descartadas como um bom modelo, possível de ser amplamente adotado. Essa marcação se dá por causa da sua fonte. E a gente se perguntou no episódio passado: será que sexo e gênero são sempre levados em conta como fatores na escolha de modelos experimentais com células-troncos? Toda célula usada em pesquisas científicas é obtida a partir de partes dos nossos corpos. Corpos que têm sexo, gênero, raça ou etnia. Será que todas as nossas células são associadas a um sexo específico? Como essa atribuição é feita? E será que feminino ou masculino são as únicas opções realmente existentes? No Núcleo das nossas células, não caberia também a diversidade dos nossos corpos? Justamente por causa dessas perguntas, a gente veio parar aqui. A nossa primeira parada nessa viagem pela célula.
Vem comigo nadar pelo núcleo à procura dos cromossomos sexuais?
Mais Informações
Transcrição completa do episódio
Currículo Daniela Tonelli Manica
Currículo Sarah Richardson
Site GenderSci Lab
Currículo Julia Helena Barros
Currículo Bruno Paranhos
Currículo Amiel Vieira
Instagram do Núcleo de Consciência Trans (NCT) da Unicamp
Materiais Extras
Política “Sexo como variável biológica” do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos
Diretrizes SAGER (Sex and Gender Equity in Research) em periódicos
Aprovação Cotas Trans na Unicamp
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, 20(2). 2017.
VELOCCI, Beans. The history of sex research: Is “sex” a useful category? Cell, v. 187, n. 6, p. 1343–1346, 2024.
VIEIRA, Amiel. COSTA, Anacely Guimarães. PIRES, Barbara Gomes. CORTEZ, Marina. Intersexualidade: desafios de gênero. Periódicus. 2021, n.16, v.1, p.01-20.
FAUSTO-STERLING, Anne. Sexing the body: gender politics and the construction of sexuality. 1 ed. New York, NY: Basic Books, 2000.
PAPE, Madeleine; MIYAGI, Miriam; RITZ, Stacey A.; et al. Sex contextualism in laboratory research: Enhancing rigor and precision in the study of sex-related variables. Cell, v. 187, n. 6, p. 1316–1326, 2024.
GRABEK, Anaëlle; DOLFI, Bastien; KLEIN, Bryan; et al. The Adult Adrenal Cortex Undergoes Rapid Tissue Renewal in a Sex-Specific Manner. Cell Stem Cell, v. 25, n. 2, p. 290-296.e2, 2019.
HARAWAY, Donna Jeanne. O manifesto ciborgue. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. Antropologia do ciborgue: As vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica. 2000.
BARAD, Karen. Performatividade queer da natureza. Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 3(11), 300-346. 2021
Expediente de Produção
Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica
Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana
Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica
Resultado da dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica
Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)
Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)
Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo
Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)
Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR
Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath
Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath
Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana
Identidade visual da série: Bianca Bursi
Trilha sonora da série: Gabriel Marcal
Sonoplastia: Fernanda Mariath
Montagem do teaser: Fernanda Mariath
Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath
Divulgação: Fernanda Mariah
Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp
Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Fernandes Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!
Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: podcastmundareu@gmail.com



