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Você lembra o que são células? Das aulas de biologia da escola? As células são essas pequenas estruturas arredondadas que formam os nossos corpos e de todos os seres vivos. Tem a aparência de um ovo frito. A gente consegue ver as células através dos microscópios.
As nossas células, e de outros animais, são uma ferramenta importante na pesquisa biomédica. Elas servem para fazer de conta que é um corpo humano que está ali, e mostram como o corpo funcionaria em determinadas condições. Na pesquisa científica, a gente as chama isso de modelos in vitro. São células cultivadas em placas de vidro, as placas de Petri. Pesquisar com células permite que diversas perguntas científicas sejam feitas com mais controle e precisão. Realizando experimentos com esses modelos in vitro, a gente aprende um pouco mais sobre o funcionamento dos nossos corpos ou de alguma doença. E isso direciona a produção de novas tecnologias em saúde, como medicamentos, vacinas, equipamentos de diagnóstico… Mas de quem é esse corpo que tem suas especificidades e interesses representados nesses modelos? De quem são as características e necessidades consideradas na escolha dessas células? Quem se beneficia com as tecnologias em saúde que são produzidas?
Quando eu era estudante na Farmácia, a sala de cultura, esse espaço dedicado ao cultivo de células, parecia permanecer isolada dos meus problemas feministas, asséptica a todas essas inquietações. Será que não é possível fazer uma pesquisa feminista com células? Com modelos in vitro? Será que, em uma placa de Petri, as práticas feministas não cabem? Eu realmente ia ter que escolher entre ser cientista ou feminista?
Vamos juntas contaminar a sala de cultura? Uma contaminação feminista!
Mais Informações
Transcrição completa do episódio
Currículo Daniela Tonelli Manica
Currículo Regina Coeli dos Santos Goldenberg
Currículo Karina Dutra Asensi
Materiais Extras
Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco”
Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular
Artigo Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros
Tese de doutorado Alta resistência ao estresse oxidativo: possível vantagem terapêutica das células estromais mesenquimais derivadas do sangue menstrual no infarto do miocárdio da Karina Dutra Asensi
Dissertação de mestrado Sangue menstrual como fonte de células tronco resistentes ao estresse oxidativo da Karina Dutra Asensi
Artigo In Vitro Anthropos: New Conception Models for a Recursive Anthropology?
Livro People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier
Capítulo de livro A forma farmacêutica em perspectiva: cartas- diários como modos de fazer ciência feminista
Artigo Políticas científicas e economias éticas no desenvolvimento de vacinas contra Zika
Livro Ficar com o problema: Fazer parentes no Chthluceno
Livro O feminismo mudou a ciência?
Expediente de produção
Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica
Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana
Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica
Resultado da dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica
Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)
Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)
Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo
Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)
Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR
Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath
Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath
Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana
Identidade visual da série: Bianca Bursi
Trilha sonora da série: Gabriel Marcal
Sonoplastia: Fernanda Mariath
Montagem do teaser: Fernanda Mariath
Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath
Divulgação: Fernanda Mariah
Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp
Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!
Dedicatória: À minha avó, Silvia Mariath, que teria adorado gravar o som da gargalhada como efeito sonoro.
Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: podcastmundareu@gmail.com



