#7 – A gente vai no boca a boca

15 de Junho, 2020

“Eu nunca fiquei triste porque ele é assim, eu nunca fiquei mal por causa disso. Não, não! Ele é só meu filho, eu aprendi que antes do autismo tem uma criança ali e, hoje, tem um adulto lindo, um gato! Eu só queria saber como fazer pra deixar ele bem, pra ele ser uma criança feliz, pra ele ser um adolescente feliz do jeito dele”. (Depoimento de Iranice sobre o filho, Paulo Igor, em 5 de março de 2020).

Saber. Saber o diagnóstico, saber como cuidar, saber como ajudar para ser feliz. Eis um direito pelo qual Iranice do Nascimento e tantas outras mães e pais de autistas lutam todo dia. Não é um direito evidente, nem acessível. Não está em todo lugar e nem é facultado a qualquer pessoa. Nesse episódio, conheceremos como essa luta foi feita por ela individualmente, e também institucionalmente, por meio da Associação Mão Amiga. Ao acompanhar as reuniões de acolhida dessa ONG, conhecer a proposta de “tratamento especializado”, caminhar pelas ruas do movimentado bairro da Pavuna na cidade do Rio de Janeiro, a antropóloga Clarice Rios vai aprendendo muito de perto, e também na prática, como se lida com o autismo no dia a dia.

Mais informações
– Transcrição completa do espisódio
– Associação Mão Amiga – Bem Viver com Autismo, Pavuna/RJ.
– Associação de Amigos do Autista, São Paulo/SP.
– Currículo lattes da Clarice Rios
– Livro organizado por Clarice Rios e Elizabeth Fein: Autismo em Tradução Uma conversa intercultural sobre condições do espectro autista. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, 2019.
– Artigo de Clarice mencionado no episódio pela Iranice: “Nada sobre nós, sem nós? O corpo na construção do autista como sujeito social e político”. Sexualidad, Salud y Sociedad – Revista Latinoamericana, número 25, 2017, pp. 212-230.
– Entrevista com Clarice Rios sobre um panorama da discussão do autismo no Brasil. Por Raquel Torres, Outras saúdes, 02/04/2019.

Músicas, sítios e fotos
– “Eu quero luz, quero alegria”, de Rubinho do Vale, que nesse episódio homenageia Mônica Accioly.
– Sítio eletrônico do Rubinho do Vale.
– “Quem canta”, música de Danú e Tatá, uma dupla de cantoras de Brasília, que embala sempre o Mundaréu.
– Foto de capa do episódio: detalhe de encarte do Supermercado Guanabara/RJ.

Expediente
Apresentação: Daniela Manica e Soraya Fleischer
Produção: Daniela Manica, Soraya Fleischer, Fernanda Andrade, Lucas Linardi Carrasco e Bruno Campelo
Gravação: Danny Dee (Estúdio Rastro/RJ)
Transcrição das entrevistas: Fernanda Andrade
Montagem e edição do roteiro: Soraya Fleischer e Daniela Manica
Montagem e edição do episódio: Lucas Linardi Carrasco e Bruno Campelo
Autorizações para as músicas: Soraya Fleischer e Lucas Linardi Carrasco
Conteúdo do sítio eletrônico: Soraya Fleischer e Daniela Manica
Divulgação: Milena Peres e Julia Couto

Agradecimentos
Paulo Igor, Mônica Accioly, Associação Mão Amiga, Danny Dee, Clarice Rios, Danú e Tatá e especialmente ao Rubinho do Vale.

Veja Também

¡Mundaréu ya está en Chile!

¡Mundaréu ya está en Chile!

En ese primer episodio de la série Mundaréu en Chile, vamos a conocer los hallazgos de la investigación Mujeres y Academia. Una investigación minuciosa con alcance internacional, que entrevistó a cientistas sociales latinoamericanas para saber cómo fueron sus...

Chile #01: En casa de herrera, cuchillo de palo

Chile #01: En casa de herrera, cuchillo de palo

No esperamos que en la casa de un médico haya gente enferma, ni que en el taller de un herrero el cuchillo sea de palo, verdad? De la misma forma, esperamos que en la universidad, en la “casa” de las antropólogas y científicas sociales, no haya desigualdad y...

Trailer Mundaréu en Chile

Ocho años después del mayo feminista, ¿cómo están las conquistas feministas en Chile? ¿Qué ha pasado con las universidades después de esa ola de transformación social? ¿Cómo están actuando las profesoras y las antropólogas desde sus lugares de investigación, y desde...